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“Todo lugar onde Deus nos coloca, pode se tornar um campo missionário”, diz pastor

  • 24-10-2026 05:07

  • “Todo lugar onde Deus nos coloca, pode se tornar um campo missionário”, diz pastor

    O pastor e missionário Oseias Luiz Ferreira afirmou que as ondas migratórias são oportunidades para espalhar o Evangelho no mundo, durante a conferência Missão Reversa 2026, na Itália, no último final de semana.

    O evento reuniu pastores e missionários para discutir o fenômeno “Missão Reversa”, uma das maiores transições espirituais da história do cristianismo.

    Durante décadas, países da Europa e dos Estados Unidos enviaram missionários para diferentes partes do mundo.

    Agora, cristãos de regiões que receberam esses missionários estão fazendo o caminho de volta para anunciar o Evangelho aos europeus e norte-americanos.

    “Milhões de pessoas deixam todos os anos os seus países, em busca de uma vida melhor.

    Deus não olha para os movimentos humanos apenas como fenômenos econômicos, políticos e sociais.

    A migração é um processo movido pela mão de Deus e pode mudar a história de uma nação” , iniciou o pastor Oseias, líder da Igreja Batista Missionária em Luxemburgo.

    Baseado no relato bíblico de Atos 11 – onde os primeiros cristãos são espalhados pelo mundo devido à perseguição e passam a pregar aos gentios em várias regiões – Oseias ministrou sobre os princípios para cumprir a Missão Reversa com eficácia.

    “Aquilo que parecia ser apenas uma consequência dolorosa da perseguição, se tornou uma oportunidade para o Evangelho ser pregado.

    Aqueles homens eram pessoas que tinham atravessado as fronteiras, e Deus estava utilizando aquela situação para alcançar pessoas de outras culturas.

    Isso nos ensina que Deus pode transformar uma experiência de deslocamento em uma oportunidade para a missão”, afirmou.


    O missionário Oseias Luiz Ferreira na conferência Missão Reversa.

    (Foto: Guiame/Marcos Paulo Corrêa).

    Oportunidade criada por Deus

    Segundo o missionário, a história da missão mundial também mostra que “a dispersão é uma oportunidade que Deus cria para pregar o Evangelho”.

    “Ao longo da história, homens e mulheres deixaram o continente europeu e americano para pregar a Palavra de Deus.

    O Evangelho chegou na Ásia, chegou na América do Norte, na América do Sul.

    Muitas pessoas entregaram tudo que tinham para que a Palavra de Deus chegasse até nós. 

    “Muitos de nós aqui somos frutos desta história.

    Como igreja na Europa, nós somos devedores aos europeus que foram para o Brasil e outros continentes pregar.

    Como igreja na América, nós somos devedores aos nossos irmãos americanos que atravessaram o continente para se estabelecer em outras nações”.

    E acrescentou: “Hoje, a Europa e a América, que foram plataformas de lançamento de muitos missionários, hoje estão recebendo a evangelização dos filhos que eles enviaram”.

    Oseias, que também é ex-jogador de futebol, questionou o que a geração atual fará com o Evangelho que um dia foi entregue por alguém que atravessou as fronteiras.

    “Você recebeu o Evangelho.

    Ele começou na cruz de Cristo, percorreu o Oriente Médio, a África, chegou na Europa e se expandiu pelo mundo.

    E nós recebemos este Evangelho”, disse.

    Resposta de gratidão

    Para o líder, a Missão Reversa é “a resposta de gratidão de quem recebeu o Evangelho e agora atravessa fronteiras para levar Cristo aos outros povos”.

    “Nós fomos alcançados, agora queremos alcançar.

    Nós recebemos, agora queremos compartilhar.

    Nós fomos servidos, agora queremos servir.

    Nós recebemos o Evangelho, agora queremos levar”, declarou.

    O primeiro princípio ensinado pelo pastor para cumprir a Missão Reversa com eficácia é: quebrar os paradigmas missionários.


    O missionário Oseias Luiz Ferreira na conferência Missão Reversa.

    (Foto: Guiame/Marcos Paulo Corrêa).

    Oseias lembrou que Atos 11 mostra que os primeiros cristãos estavam pregando somente aos judeus, por causa das barreiras culturais e religiosas.

    Porém, alguns crentes de Chipre e de Cirene quebraram o paradigma da época e anunciaram Jesus aos gentios.

    “O Evangelho é para todos.

    Nós devemos alcançar todos os povos e quebrar as barreiras que impedem a mensagem de chegar às pessoas.

    Uma igreja envolvida na Missão Reversa precisa recusar o comodismo das bolhas imigrantes”, comentou.

    “É preciso ter coragem para anunciar Jesus, não apenas aos nossos compatriotas, mas aos nativos e aos povos de todas as origens”, exortou ele.

    Cristãos imigrantes

    O segundo princípio ensinado por Oseias para uma Missão Reversa eficaz é ser intencional onde Deus o colocou.

    “Morar em outro país não nos transforma automaticamente em alguém que é um missionário.

    Nem toda imigração é missionária, mas toda imigração pode se tornar uma oportunidade.

    Nós precisamos sair da atitude passiva para a ação intencional”, destacou.

    “A pergunta não é apenas: Onde Deus me colocou? A pergunta é: o que Deus quer fazer através de mim, aonde ele me colocou? A missão não começa quando encontramos um púlpito ou uma plataforma.

    Começa quando percebemos que cada lugar onde Deus nos colocou, pode se tornar um campo missionário.

    Para fazer missões, não é necessário um púlpito, mas um coração obediente à voz de Deus”, assegurou o pastor.

    Cristo no centro da mensagem

    Conforme Oseias, para cumprir a Missão Reversa também é necessário manter Cristo no centro da mensagem e depender totalmente do Espírito Santo.

    “A nossa mensagem não pode ser: ‘Volte para a religião’.

    ‘Volte para Cristo, conheça Jesus e se relacione com Ele’ precisa ser a nossa mensagem.

    A igreja pode ter diferentes estilos e culturas, mas existe algo que não pode mudar: Cristo ser o centro da nossa mensagem.

    A missão reversa não leva uma cultura para outra cultura.

    A missão reversa leva Cristo de coração para coração”, ponderou.

    “Nós precisamos continuar pregando que Cristo salva, transforma e que Cristo voltará para buscar a sua Igreja”.

    O texto de Atos 11 afirma que a mão do Senhor estava com os crentes de Chipre e de Cirene e, por isso, tiveram sucesso em sua missão.

    “Eles anunciaram Cristo, mas dependendo do poder do Espírito Santo.

    Eles falaram, mas a mão do Senhor estava com eles.

    Eles anunciaram, mas Deus agiu.

    Eles atravessaram fronteiras, mas Deus abriu os corações.

    Eles fizeram a parte deles, mas o resultado final pertenceu ao Senhor”, enfatizou.

    E concluiu: “Sem a mão de Deus, temos apenas estratégias humanas.

    Com a mão de Deus, pessoas simples podem ser instrumentos de transformação em grandes cidades.

    Antes de pedir que Deus transforme uma cidade, precisamos pedir que Ele transforme o nosso coração”.

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    Fonte: Guiame