NOTÍCIAS

Sobe para 19 o número de cristãos mortos durante protestos no Irã

  • 31-12-1969 21:00

  • Sobe para 19 o número de cristãos mortos durante protestos no Irã

    O número de cristãos mortos durante os protestos contra o regime islâmico no Irã subiu para 19.

    Segundo o Article 18, uma organização que monitora a perseguição, pelo menos 12 crentes foram confirmados entre os milhares de manifestantes assassinados. 

    O diretor da Article 18, Mansour Borji, afirmou que também ouviu falar da morte de pelo menos outros 7 cristãos entre a comunidade armênia no país, em entrevista ao Christianity Today.

    Corpo desconfigurado e proibição de funeral

    Entre os cristãos mortos pelas forças de segurança, está Zahra Arjomandi, uma mãe de 51 anos, que deixa dois filhos.

    Ela foi morta a tiros durante um protesto na ilha de Qeshm, em 8 de janeiro. 

    Conforme o jornal iraniano Mohabat News, o corpo de Zahra foi mantido por seis dias pelas forças de segurança e liberado sob condições restritas.

    A família foi proibida de realizar o funeral e divulgar informações sobre sua morte.

    O cristão Nader Mohammadi, 35 anos, também foi assassinado a tiros em outra manifestação no mesmo dia, em Babol. 

    Após três dias de busca, a família encontrou o corpo de Nader desconfigurado em um necrotério.

    A identificação só foi possível por meio de marcas conhecidas em seu corpo.

    Ele deixa três filhos pequenos.

    Já o cristão Mohsen Rashidi, de 42 anos, foi baleado pelas costas enquanto tentava recuperar o corpo de um amigo morto durante uma manifestação na cidade de Baharestão, província de Isfahan, no dia 9 de janeiro.

    Sangrando muito, ele foi socorrido por outros manifestantes e levado ao hospital, mas agentes impediram a entrada no pronto-socorro e Mohsen faleceu.

    Milhares de manifestantes mortos

    As manifestações contra o regime islâmico no Irã foram reprimidas com violência pelo governo.

    Segundo o portal iraniano Iran International, mais de 36 mil pessoas foram mortas pelo regime aiatolá durante o auge dos protestos no início de janeiro, números semelhantes aos divulgados pela revista Time.

    Segundo o veículo, a estimativa de mortos na violenta repressão ocorrida em 8 e 9 de janeiro foi baseada em dados extensos obtidos a partir de “documentos confidenciais, relatórios de campo e relatos de profissionais de saúde, testemunhas e familiares das vítimas”.

    A publicação afirmou que os números tornam esses assassinatos “o massacre mais sangrento de civis durante protestos de rua, em um intervalo de dois dias, na história”.

    De acordo com o relatório, a maioria dos assassinatos foi cometida pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e pela milícia aliada Basij, embora também tenham sido utilizados combatentes proxies vindos do Iraque e da Síria.

    .


    Fonte: Guiame