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Proposta quer impedir entrada de militares israelenses como turistas no Brasil

  • 31-12-1969 21:00

  • Proposta quer impedir entrada de militares israelenses como turistas no Brasil

    Uma proposta que quer impedir a entrada de militares israelenses como turistas no Brasil foi protocolada na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), na última quarta-feira (18), conforme o Correio.

    Uma indicação formal foi enviada ao presidente Lula da Silva (PT) pedindo que o governo federal adote medidas para barrar israelenses militares no país.

    O texto, de autoria do deputado estadual Hilton Coelho (PSOL), alega que os turistas podem ter participado de operação na Palestina e no Líbano, classificadas na proposta como “genocídio”.

    Segundo a justificativa do projeto, cidades da Bahia se tornaram um dos destinos mais escolhidos para israelenses que serviram nas Forças de Defesa de Israel (IDF) passarem as férias.

    O deputado Hilton alegou que a presença dos turistas israelenses tem gerado tensão em locais como Morro de São Paulo, Boipeba, Maraú, Itacaré, Serra Grande e Ilhéus.

    O texto citou relatos de agressões a ambulantes, turistas e moradores que se manifestam contra as operações militares de Israel.

    O parlamentar argumentou que permitir o lazer de militares envolvidos em “massacres civis” é "absolutamente incompatível" com a política externa brasileira.

    Hiltou citou o Artigo 4 da Constituição Federal que prevê a defesa da paz, a prevalência dos direitos humanos e o repúdio ao terrorismo nas relações internacionais, e a Lei nº 13.445/2017 que autoriza barrar a entrada de estrangeiros envolvidos em crimes internacionais ou violações de direitos humanos.

    A proposta pede que o governo federal adote medidas práticas para impedir a entrada de militares israelenses no país: identificação pela Polícia Federal de turistas israelenses que tenham participado de operações em Gaza e no Líbano. 

    Além do impedimento imediato de entrada na nação e articulação internacional para impedir que "envolvidos em genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade utilizem o Brasil como refúgio ou destino turístico".

    Protestos pró-Palestina em Itacaré

    A proposta protocolada na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) acontece após um protesto contra a presença de turistas israelenses em Itacaré.

    No dia 14 de março, o protesto terminou em confusão entre turistas israelenses e manifestantes pró-Palestina.

    Segundo a Polícia Militar, ocorreram duas manifestações naquele dia em pontos diferentes do município.

    Um dos atos reuniu comerciantes, taxistas e trabalhadores do setor turístico, que defenderam a vinda de israelenses à cidade.

    A mobilização aconteceu de forma pacífica.

     
     
     
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    O outro protesto reuniu moradores contra a presença de turistas de Israel, na Praça das Mangueiras, uma das áreas mais movimentadas do bairro Pituba.

    Segundo O Antagonista, o ato foi organizado pelo deputado estadual Hilton Coelho (PSOL), com participação de movimentos sociais, lideranças locais e o ativista pró-Palestina Thiago Ávila.

    Alguns manifestantes exibiram bandeiras da Palestina e afirmaram que o objetivo da manifestação era cobrar respeito aos moradores e aos espaços públicos.

    No protesto pró-Palestina, houve um tumulto entre manifestantes, que gritavam “Free Palestine!”, e turistas israelenses. 

    Conforme O Globo, vídeos compartilhados nas redes sociais mostraram que houve discussões, gritos e um início de briga, mas policiais militares interviram e restabeleceram a ordem.

    De acordo com o Correio, três israelenses que resistiram à abordagem foram presos.

    Eles prestaram depoimento na delegacia e foram liberados em seguida.

    Xenofobia

    A Sociedade Israelita da Bahia criticou o protesto contra turistas israelenses, segundo O Antagonista.

    Em nota divulgada na última quarta-feira (18), a entidade acusou os organizadores da manifestação de promover “preconceito racista, xenofobia e discórdia” e incitar a população local a evitar receber visitantes de Israel.

    A entidade judaica ainda declarou que os manifestantes “apenas odeiam o povo judeu”.

    A Sociedade Israelita também informou que as manifestações pró-Palestina tiveram baixa adesão, e que outros moradores e visitantes demonstraram apoio aos turistas israelense.

    Turistas israelenses na Bahia

    Conforme o Correio, parte dos comerciantes e empresários da região apoiam a chegada de turistas israelenses por movimentarem a economia local. 

    Alguns moradores, porém, são contrários, relatando casos de racismo, agressão e barulho por parte dos israelenses.

    Muitos jovens israelenses viajam ao Brasil após cumprirem o serviço militar obrigatório em Israel. 

    O comércio local já se adaptou à demanda internacional.

    Restaurantes e bares contam com cardápios em hebraico e bandeiras de Israel, e pousadas possuem atendimento personalizado para israelenses.

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    Fonte: Guiame