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Pastor diz que Europa pode voltar a viver avivamento: “Muros caídos serão levantados”

  • 17-10-2026 20:19

  • Pastor diz que Europa pode voltar a viver avivamento: “Muros caídos serão levantados”

    O pastor Henrique Freitas afirmou que Deus está ferido com as injustiças e sofrimentos que acontecem no mundo e chama pessoas para levar o Evangelho a grupos vulneráveis específicos, durante a conferência Missão Reversa 2026.

    O evento reúne pastores e missionários em Mantova, na Itália, para discutir o papel das igrejas formadas por imigrantes brasileiros em países da Europa e do Ocidente. 

    A proposta do movimento Missão Reversa, criado pelo pastor Lierte Soares, é incentivar igrejas e cristãos imigrantes a pregarem o Evangelho nos países onde vivem.

    Um Deus que chora e se comove

    Henrique iniciou sua ministração na conferência, lembrando que Deus se compadece da humanidade e se importa com o seu sofrimento.

    “Temos um Deus que chora, ama, sente e se comove.

    Temos um Espírito Santo que geme.

    Quando Jesus olha pra multidão, o texto bíblico diz que Ele foi movido de íntima e profunda compaixão; Ele foi tocado pela miséria, pela dor, pelo sofrimento das pessoas”, afirmou.

    E enfatizou: “Deus está ferido com os milhares de órfãos ao redor do planeta Terra, com as pessoas que estão vivendo agora como despatriados — mais de 50 milhões sem pátria.

    Deus está ferido com aquele que está vivendo debaixo de um escombro porque o seu país está sendo atacado, pela criança no útero cuja mãe pensa num aborto, e com milhares de pessoas viciadas em drogas e outras substâncias químicas.

    Deus está ferido com a desigualdade da humanidade”.

    “Ao mesmo tempo, Deus também está ferido com pessoas que são muito ricas de dinheiro, mas que, do ponto de vista espiritual, são muito pobres”.

    A missão nasce da dor


    O pastor Henrique Freitas crê em um avivamento na Europa.

    (Foto: Guiame/Marcos Paulo Corrêa).

    Segundo o pastor, toda missão nasce de uma dor quando o Senhor fere um cristão para levar o amor de Deus aos perdidos.

    “A missão não nasce de estatística nem de números; a missão nasce de uma dor.

    A missão nasce quando Deus nos fere com a ferida Dele, quando Deus coloca o sentimento Dele dentro dos nossos corações”, observou.

    E deu um exemplo: “Para algumas pessoas, Deus vai dizer: ‘Eu tenho uma dor com as mulheres que vendem o seu corpo por dinheiro, e eu quero que você vá lá e pregue o meu Evangelho para elas’.

    Deus vai colocar um amor grandioso no seu coração por essas mulheres que ninguém ama.

    E você vai olhar pra uma prostituta e não vai ver uma prostituta, mas uma filha amada de Deus”.

    “Deus precisa nos ferir, e Ele tem muitas dores, mas escolhe pessoas específicas para ferir com feridas específicas.

    O meu desejo é que Deus fira você.

    O meu desejo é que você carregue uma ferida de Deus”.

    O líder pregou sobre a passagem bíblica de Neemias, onde ele se comove com o estado do seu povo e decide reconstruir os muros de Jerusalém.

    “Neemias foi ferido com a dor de quem estava a 1.500 quilômetros de distância.

    Neemias não sabia o nome, a cor dos olhos ou tinha laços de família com aquelas pessoas, mas Hanani as trouxe até o coração dele”, contou.

    O pastor Henrique explicou que é assim que acontece com aqueles que são chamados para a missão: “É o Espírito Santo que vai trazer realidades ao nosso coração, que vai fazer arder compaixão e misericórdia por um povo que não era nosso até então.

    Mas, a partir do momento em que o Espírito Santo compartilha a dor conosco, aquele povo se torna o nosso povo”.

    Reconstruindo os muros da Europa

    Henrique ainda fez um paralelo da ruína de Jerusalém nos tempos de Neemias com a situação espiritual da Europa, considerada hoje um continente pós-cristão.

    “Jerusalém já foi a capital espiritual de Israel.

    No tempo de Davi, havia 24 turnos de adoradores cantando os Salmos de manhã e à noite; havia adoração contínua.

    Na inauguração do templo de Salomão, a glória de Deus encheu o lugar e os sacerdotes foram tomados pela fumaça da presença de Deus.

    Jerusalém era a sede espiritual, para onde as pessoas peregrinavam nas festas”, disse. 

    “Mas Nabucodonosor destruiu Jerusalém entre 605 e 586 a.C., e aquela terra de tanto avivamento, música e adoração ficou em ruínas, em desgraça e em vergonha.

    As festas cessaram, as pessoas passaram a se preocupar apenas em fazer suas próprias casas, enquanto a casa de Deus ficou por último, porque o avivamento parou”.

    E continuou: “Eu vejo a Europa nisso.

    Quantos avivamentos saíram da Europa? Lembram dos Moravianos e seus 100 anos de oração espalhando missionários pelo mundo? Lembram de John e Charles Wesley e dos avivamentos que nasceram lá? E aí hoje você volta à Europa e encontra lugares onde você não tem mais uma igreja aberta.

    Está como Jerusalém: muros caídos e fendidos, portas queimadas”.

    O pastor afirmou que a Europa necessita de pessoas como Neemias para um despertar.

    “Deus precisa levantar os seus Neemias.

    Alguém que olhe e diga: ‘Nós vamos reconstruir a Europa do ponto de vista espiritual’.

    Quem são os Neemias de Deus que vão levantar os muros e as portas caídas da Europa e ajudar a reacender um avivamento?”, desafiou.

    “Não tem como fazer missão sem empatia”

    Segundo Henrique, o cristão que deseja ir ao campo missionário precisa ter compaixão genuína pelos perdidos.

    “Neemias diz: ‘Eu estou triste, porque não posso estar alegre enquanto o meu povo está com os muros caídos’.

    Quem é ferido com a ferida de Deus não consegue mais viver para si”, ensinou.

    “Não tem como fazer missão se você não tem empatia, se não se colocar no lugar do outro e ir até o nível dele.

    Sabe quem foi o primeiro a fazer um processo transcultural? Jesus.

    Sendo Deus, não usou isso como usurpação, mas esvaziou-se e transformou-se em servo, descendo até o nosso nível para sentir o que sentimos”.

    “Não posso parar”

    O pastor comentou que os missionários enfrentarão oposição e intimidação, assim como Neemias enfrentou quando iniciou a reconstrução dos muros e das portas de Jerusalém.

    “Mas Neemias sabia quem o havia enviado.

    A oposição é normal e existe em todos os lugares, mas Neemias declarou aos inimigos: ‘Se o Senhor se agradar de nós, nós reconstruiremos os muros.

    Estou ocupado fazendo uma grande obra e não posso parar’”, declarou.

    E Henrique encorajou: “Não se acovarde, não se intimide, você não vai parar.

    Se lembre da palavra a Josué: ‘Não pasme, nem te espante, eu sou o Senhor teu Deus’”.

    Henrique Freitas finalizou dizendo que crê em um avivamento na Europa.

    “Os muros estiveram caídos por 140 anos, mas Neemias demorou 52 dias para fazer o que ninguém fez em todo esse tempo.

    Está para chegar o dia na Europa, um avivamento como não se vê há 140 anos, onde Deus vai fazer em dias o que não fez em anos”, profetizou ele.

    A conferência Missão Reversa 2026 iniciou na quinta-feira (15) e acontece até domingo (18) em Mantova, recebida pela CCEBAM, Igreja Evangélica Batista de Mantova, liderada pelo pastor brasileiro Evandro Coelho.

    A “Missão Reversa”, conceito criado pelo pastor e missiólogo Lierte Soares, é uma das maiores transições espirituais da história do cristianismo.

    Durante décadas, países da Europa e dos Estados Unidos enviaram missionários para diferentes partes do mundo.

    Agora, cristãos de regiões que receberam esses missionários estão fazendo o caminho de volta para anunciar o Evangelho aos europeus e norte-americanos. 

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    Fonte: Guiame