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Pastor brasileiro na Jordânia relata tensão no Oriente Médio: ‘As igrejas estão em oração’
31-12-1969 21:00
A escalada do conflito no Oriente Médio, envolvendo Israel, Irã e os EUA, tem provocado clima de tensão também em países vizinhos.
Na Jordânia, o pastor brasileiro Homero Aziz, que vive no país há mais de uma década, relatou momentos de apreensão depois que foguetes atingiram áreas próximas à sua casa, na capital Amã.
Segundo ele, a situação no país é marcada por vigilância constante e preocupação entre as famílias, embora ainda não haja pânico generalizado nas ruas.
“Não há pânico nas ruas, mas há uma consciência coletiva de que a região pode mudar da noite para o dia”, afirmou o pastor ao comentar o clima no país diante da escalada militar na região.
Foguete caiu próximo da casa do pastor
Aziz relatou que três foguetes atingiram seu bairro, Marj el-Hamam, em Amã, e um deles caiu a cerca de um quilômetro de sua residência.
“Um foguete caiu a cerca de 1 km da minha casa.
Conseguimos ver o local da janela”, contou.
O pastor explica que a proximidade do conflito tem provocado ansiedade entre moradores, especialmente entre refugiados que já viveram outras guerras no Oriente Médio.
Em sua igreja, muitos fiéis são refugiados vindos do Iraque e da Síria.
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Pastor Homero pregando recentemente na Síria para um grupo de drusos.
(Foto: Homero Aziz)
De acordo com ele, as sirenes têm sido ouvidas com frequência e as pessoas acompanham as notícias com atenção, enquanto empresas ajustam horários de funcionamento e igrejas revisam planos de emergência.
Igrejas convocam reuniões de oração
Apesar da tensão, a resposta da comunidade cristã tem sido marcada pela oração e pelo cuidado entre as pessoas.
“As igrejas estão convocando reuniões de oração focadas e encorajando os crentes a não espalhar rumores ou medo”, afirmou Aziz.
O líder evangélico destacou que a comunidade cristã na Jordânia é pequena, mas resiliente.
Segundo ele, muitos cristãos da região estão acostumados a viver em meio à instabilidade política e mantêm uma fé prática, expressa em solidariedade e serviço.
“Aqui a fé não é teórica.
Ela é vivida”, disse o pastor, acrescentando que a igreja continua ajudando famílias refugiadas e mantendo suas atividades ministeriais mesmo em meio à tensão regional.
Rede de oração no Oriente Médio
Aziz também relatou que mantém contato constante com cristãos de outros países do Oriente Médio, como Síria, Iraque, Líbano e Israel.
Segundo ele, quando a tensão aumenta, líderes e igrejas passam a trocar mensagens para saber se todos estão seguros.
“Quando a tensão aumenta, começam as mensagens: vocês estão seguros? As igrejas estão se reunindo?”, explicou.
Para o pastor, a situação atual reforça a interdependência da igreja na região.
“Quando uma parte treme, todos sentem”, afirmou.
Enquanto o cenário geopolítico permanece incerto, líderes cristãos na Jordânia continuam convocando os fiéis à oração e à confiança em Deus, mesmo diante da possibilidade de novos desdobramentos no conflito regional.
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