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Jejum: Disciplina que sustenta o que Deus começa

  • 31-12-1969 21:00

  • Jejum: Disciplina que sustenta o que Deus começa

    Fevereiro chega como um convite à maturidade espiritual.

    Se janeiro foi o tempo de acordar, aliviar, agir e alinhar o caminho, agora entramos em uma etapa igualmente decisiva da caminhada cristã: sustentar o que Deus começou.

    Porque começar bem é essencial.
    Mas permanecer bem é espiritual.

    Ao longo da Série de Janeiro, fomos conduzidos a um processo interior profundo.

    Acordamos para o agora de Deus, aprendemos a deixar pesos, fomos chamados a agir com coragem e alinhamos o caminho para que o começo não fosse apenas entusiasmo, mas direção.

    Agora, a pergunta muda de tom:

    O que sustenta uma vida alinhada quando o entusiasmo passa?
    O que mantém o coração sensível quando a rotina volta?
    O que preserva o discernimento quando os desafios se intensificam?

    A resposta bíblica é clara: disciplinas espirituais.

    Antes de Seguirmos Adiante, uma breve Revisão Espiritual do Mês de Janeiro

    Antes de avançarmos, precisamos honrar o que Deus já falou.

    A maturidade espiritual cresce quando paramos para examinar os processos, e não apenas acumular experiências.

    A Palavra nos orienta:

    “Examinemos os nossos caminhos, provemo-los e voltemos para o Senhor.”
    (Lamentações 3:40 – ARA)

    Diante disso, reflita:

    • O que despertou em mim neste início de ano?
    • Que pesos eu consegui entregar — e quais ainda carrego?
    • Em que áreas avancei em obediência?
    • Onde preciso de mais constância e menos intensidade?

    Senhor, ajuda-me a não perder o que o Senhor começou em mim.
    Guarda meu coração, ajusta meus passos e ensina-me a permanecer.

    Amém.

    É a partir desse lugar de consciência espiritual que entramos no tema deste mês.

     

    O Que São Disciplinas Espirituais?

    Fundamento Bíblico e Teológico

    As disciplinas espirituais são práticas intencionais, bíblicas e contínuas que nos colocam, de forma consciente e recorrente, na presença de Deus, para que Ele nos forme, nos alinhe e nos transforme.

    Elas não são um fim em si mesmas.

    São meios de graça.

    O apóstolo Paulo escreve:

    “Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas caducas.

    Exercita-te, pessoalmente, na piedade.”
    (1 Timóteo 4:7 – ARA)

    A palavra grega traduzida por exercitar (gymnázō) comunica a ideia de treinamento contínuo, intencional e disciplinado.

    Isso nos ensina que maturidade espiritual não nasce do impulso emocional, mas de uma vida treinada no Espírito.

    O teólogo Richard Foster, em Celebração da Disciplina, define com precisão:

    “As disciplinas espirituais são práticas que nos colocam diante de Deus para que Ele nos transforme.”

    Ou seja, não nos transformamos a nós mesmos; nos posicionamos para sermos transformados.

    Pense nisso: Disciplinas espirituais não produzem santidade por esforço humano; elas criam espaço para a ação do Espírito Santo.

     

    Por Que as Disciplinas Espirituais São Essenciais?

    Sem disciplinas espirituais, a fé se torna reativa, a espiritualidade fica dependente de ambientes, a constância se perde e o discernimento enfraquece.

    Jesus deixa isso claro ao dizer:

    “Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós.

    Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim.”
    (João 15:4 – ARA)


    Na caminhada cristã, começos costumam ser marcados por entusiasmo; a permanência, porém, é sustentada pela disciplina.

     

    Principais Disciplinas Espirituais à Luz da Escritura

    Disciplinas de interioridade

    • Leitura e meditação na Palavra
      “Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.” (Salmos 1:2 – ARA)
    • Oração e intercessão
      “Orai sem cessar.” (1 Tessalonicenses 5:17 – ARA)
    • Jejum
      “Quando jejuardes…” (Mateus 6:16 – ARA)
    • Silêncio e solitude
      “Tendo-se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava.” (Marcos 1:35 – ARA)

    Disciplinas de comunhão

    • Comunhão cristã
      “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão…” (Atos 2:42 – ARA)
    • Confissão e prestação de contas
      “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros…” (Tiago 5:16 – ARA)
    • Serviço
      “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir…” (Marcos 10:45 – ARA)

    Disciplinas de expressão espiritual

    • Adoração
      “Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade…” (João 4:23 – ARA)
    • Gratidão
      “Em tudo dai graças…” (1 Tessalonicenses 5:18 – ARA)
    • Generosidade
      “Deus ama a quem dá com alegria.” (2 Coríntios 9:7 – ARA)


    As disciplinas espirituais não engessam a fé; elas a sustentam quando a emoção oscila.

     

    O Jejum Entre as Disciplinas Espirituais

    Entre todas as disciplinas, o jejum ocupa um lugar especial.

    Ele confronta desejos, silencia a carne, aguça a escuta espiritual e reposiciona prioridades.

    Jesus afirma:

    “Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas…”
    (Mateus 6:16 – ARA)

    O jejum não é exceção para momentos extremos.

    É uma disciplina que sustenta decisões, prepara viradas, fortalece a obediência e aprofunda a vida com Deus.

    O livro de Ester ilustra essa verdade:

    “Vai, ajunta todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim…”
    (Ester 4:16 – ARA)

    Antes da ação pública, vem o alinhamento interior.
    Antes da estratégia, vem a disciplina.
    Antes da virada, vem o jejum.


    O jejum não enfraquece o corpo para convencer Deus; ele fortalece o espírito para obedecer a Deus.

     

    Disciplina que Sustenta o Que Deus Começa

    A igreja de Atos compreendia essa dinâmica:

    “E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo…”
    (Atos 13:2–3 – ARA)

    Disciplina cria espaço para direção.

    Consagração sustenta propósito.


    Deus libera promessas em momentos, mas as sustenta em processos.

     

    Para Pensar, Digerir e Agir

    • Minha prática espiritual sustenta o que Deus começou em mim?
    • Tenho tratado o jejum como disciplina ou apenas como evento?
    • O que o jejum revela sobre meus afetos, impulsos e prioridades?
    • Que ajustes Deus está me convidando a fazer neste início de fevereiro?

     

    Vamos Orar, Juntos?

    Senhor, ensina-me a sustentar, com maturidade, aquilo que o Senhor começou em mim.
    Alinha meu coração, organiza meus desejos e fortalece meu espírito.
    Que eu viva disciplinas espirituais não por obrigação, mas por amor e obediência.
    Prepara-me para sustentar o que o Senhor deseja liberar nesta nova estação.
    Em nome de Jesus, amém.

     

    Nos encontraremos no próximo episódio:
    QUANDO JEJUAMOS, DEUS NÃO MUDA — NÓS MUDAMOS.

     

    Rosana Sá (@rosanasa_oficial) é Mentora Executiva, Professora Universitária e CEO da Cyclos Consultoria.

    Especialista em comportamento, neurociência e liderança.

    Palestrante e conferencista, serve ao Senhor na IMW como Diretora Geral de Ministérios, conduzindo líderes e equipes com propósito.

    * O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

    Leia o artigo anterior: Alinhar o caminho: O começo que permanece

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    Fonte: Guiame