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Carnaval como instrumento de intolerância e escárnio religioso

  • 31-12-1969 21:00

  • Carnaval como instrumento de intolerância e escárnio religioso

    O que se viu na avenida não pode ser tratado como simples “manifestação cultural”.

    O desfile, amplamente financiado com recursos públicos federais, apresentou homenagem direta ao presidente Lula e incluiu encenações como ridicularização explícita da família e dos evangélicos.

    Não se tratou apenas de arte temática — foi um ato com evidente conotação política.

    Quando há exaltação de uma liderança governamental em espaço custeado pelo contribuinte, inclusive por aqueles que professam a fé cristã, o episódio deixa o campo simbólico da cultura e adentra o território da militância ideológica.

    E quando, nesse mesmo contexto, valores religiosos são caricaturados, a situação se agrava: não é apenas política — é espiritual.

    A Escritura é clara quanto ao escárnio.

    O Salmo 1:1 declara:

    “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.”

    O escárnio não é crítica legítima; é exposição ao ridículo.

    É transformar convicções sagradas em objeto de zombaria pública.

    Quando a fé cristã e a família — fundamentos estabelecidos por Deus (Gênesis 2:24) — são apresentadas em tom depreciativo em rede nacional, a mensagem transmitida não é pluralidade, mas desprezo.

    Provérbios 14:9 afirma:

    “Os loucos zombam do pecado.”

    A zombaria institucionalizada, ainda mais quando ocorre sob a anuência política em um evento de homenagem presidencial, deixa de ser expressão artística neutra.

    Passa a ser gesto ideológico.

    A percepção é que houve intenção deliberada de desconstrução simbólica de sua identidade religiosa.

    A Bíblia também nos alerta:

    “Sabendo primeiro isto: que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências.” (2 Pedro 3:3)

    Não é novidade que a fé cristã enfrente oposição.

    Jesus advertiu:

    “Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro do que a vós me odiou a mim.” (João 15:18)

    Contudo, quando o escárnio ocorre em evento financiado pelo poder público e associado à celebração de um chefe de Estado, a questão deixa de ser apenas espiritual e se torna institucional.

    O Estado laico não pode promover, direta ou indiretamente, a ridicularização de uma fé professada por milhões.

    Romanos 12:21 orienta:

    “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.”

    A resposta cristã não deve ser ódio, mas firmeza.

    Não deve ser violência, mas posicionamento.

    O povo de Deus não é chamado ao silêncio cúmplice diante da intolerância, mas à coragem temperada pela verdade.

    O Carnaval passa.

    O espetáculo termina.

    A política muda.

    Mas a Palavra permanece:

    “A palavra do Senhor permanece para sempre.” (Isaías 40:8)

    Se houve intenção política por trás do desfile, ela será julgada pela história e pelas instituições competentes.

    Mas, espiritualmente, o alerta está dado: quando a cultura é usada como instrumento de escárnio religioso, a sociedade revela mais sobre sua crise moral do que sobre a fé daqueles que tenta ridicularizar.

    Que a Igreja permaneça firme.

    Que as famílias não se intimidem.

    E que, diante do deboche, o povo de Deus continue caminhando não na roda dos escarnecedores, mas na direção da verdade.

     

    Marisa Lobo (CRP 08/07512) é psicóloga, missionária, ativista pelos direitos da infância e da família e autora de livros sobre saúde mental, educação de filhos e autoestima infantil, entre eles "Por que as pessoas Mentem?", "A Ideologia de Gênero na Educação" e "Famílias em Perigo".

    Especialista em Direitos Humanos, preside o movimento Pró-Mulher.

    * O conteúdo do texto acima é uma colaboração voluntária, de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

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    Fonte: Guiame