NOTÍCIAS

Bíblia e evangélicos são alvos de deboche em desfile de Carnaval no Rio

  • 31-12-1969 21:00

  • Bíblia e evangélicos são alvos de deboche em desfile de Carnaval no Rio

    No último domingo (15), evangélicos foram alvo de escárnio durante o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, no Rio de Janeiro.

    Ao estrear no Grupo Especial do Carnaval, a escola homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e exibiu famílias representadas em latas de conserva com “Bíblias” nas mãos.

    Com o tema “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, o enredo apresentado na Marquês de Sapucaí exibiu alegorias e alas que retrataram momentos da trajetória política do petista.

    Durante o desfile, uma ala retratou os evangélicos como “neoconservadores em conserva”.

    Os integrantes usavam fantasias de latas, com o desenho de uma família formada por pai, mãe e dois filhos.

    Alguns também seguravam um livro vermelho com uma cruz dourada na capa, em alusão à Bíblia.

    Na mesma ala, também foram incluídos um fazendeiro ligado ao agronegócio, uma mulher rica e defensores da ditadura militar.

    A escola colocou todos esses grupos lado a lado na mesma alegoria, associando-os ao que chamou de “neoconservadorismo”.

    Lula se tornou o primeiro presidente no exercício do mandato a ser tema central de um desfile de escola de samba no Carnaval.

    Ele acompanhou a apresentação de perto, ao lado de ministros e aliados, em um camarote cedido pela Prefeitura do Rio.

    Fundada em 2018, a Acadêmicos de Niterói foi alvo de diversas críticas nas redes sociais após a apresentação.

    O desfile fez parte da programação oficial do Carnaval do Rio e foi transmitido ao vivo para todo o país.

    Após a polêmica, oposição vai à Justiça contra o desfile

    Partidos e políticos de oposição ao presidente Lula reagiram ao desfile.

    O partido Novo entrou com uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo a suspensão do repasse de R$ 1 milhão à Acadêmicos de Niterói, valor destinado pela Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo).

    Segundo o portal Poder 360, a área técnica do TCU se manifestou a favor de barrar os recursos.

    No entanto, a decisão final ficou com o relator do caso, ministro Aroldo Cedraz, que negou o pedido e manteve o repasse.

    Damares Alves e Kim Kataguiri — a senadora (Republicanos-DF) e o deputado federal (União Brasil-SP) também acionaram a Justiça contra o presidente por causa do enredo da escola.

    No entanto, as ações foram rejeitadas pela Justiça Federal.

    Além disso, o partido Novo e o deputado Kim Kataguiri ingressaram com um pedido para proibir o desfile.

    A liminar foi negada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    A Corte seguiu o voto da relatora do caso, ministra Estela Aranha, indicada por Lula ao cargo.

    ‘A fé cristã foi exposta ao escárnio’

    Nas redes sociais, o deputado federal Nikolas Ferreira comentou o episódio e criticou o ataque aos cristãos:

    “Calma, a esquerda não odeia a família conservadora, não.

    É tudo conspiração.

    Lembre-se disso na hora de votar este ano, evangélico.

    Observação: a Globo está colocando como ‘crítica’, mas, se fossem cristãos fazendo essa crítica contra qualquer outra religião, seria a terceira guerra mundial”.

    Michele Bolsonaro, declarou: “A fé cristã foi exposta ao escárnio em nome da cultura travestida de politicagem.

    Dizem que o país é laico, mas laicidade não autoriza zombaria, nem humilhação.

    O que foi apresentado era conhecido, foi permitido e feriu milhões de brasileiros.

    Já imaginou se fosse ao contrário?”.

    Por fim, Michele pediu que a Frente Parlamentar Evangélica se posicione publicamente e não se cale diante do ataque aos cristãos.

    “Deus, na sua soberania, permite que cada um revele aquilo que carrega no coração. A verdade sempre vem à luz e, no tempo certo, separa o joio do trigo.

    Que a Frente Parlamentar Evangélica repudie esse escárnio”, concluiu.

    .


    Fonte: Guiame