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Assassinados por sermos judeus!

  • 09-10-2026 18:22

  • Assassinados por sermos judeus!

    No dia 07 de outubro, o sobrevivente Rafael Zimerman emocionou a todos durante seu discurso no Cemitério Israelita do Embu.

    Ao recordar os acontecimentos de 7 de Outubro, perdeu as palavras ao reviver sua história marcada pela dor.

    Cerimônia no Cemitério Israelita do Embu, em São Paulo, homenageia as vítimas do massacre de 7 de Outubro em Israel.

    (Foto: Silas Anastácio)

    Em suas lembranças, descreveu a morte de amigos durante o ataque terrorista que invadiu a festa em que estavam – havia sangue e corpos espalhados por todos os lados.

    Em sua fala, Zimerman destacou a importância de expressarmos nosso amor às pessoas e de buscarmos sempre a paz, sem desperdiçar tempo com conflitos fúteis.

    Nesse cenário de memória e reflexão havia uma placa em homenagem às vítimas, para que jamais seja esquecida aquela que é considerada a maior tragédia para os judeus desde o Holocausto.

    Cerimônia no Cemitério Israelita do Embu, em São Paulo, homenageia as vítimas do massacre de 7 de Outubro em Israel.

    (Foto: Silas Anastácio)

    Zimerman enfatizou que as pessoas assassinadas em 7 de outubro foram mortas simplesmente por serem judias — e, de fato, sua afirmação ecoa como verdade incontestável.

    Evento no Cemitério Israelita

    O encontro trouxe uma profunda reflexão sobre o significado de ser judeu nos dias atuais — e, na verdade, em qualquer momento da história.

    Entre os presentes estavam:

    Célia Parnes (Presidente da Federação Israelita)

    Ricardo Berkiensztat (Presidente Executivo da Federação Israelita)

    Gili Vilian (Cônsul de Israel em São Paulo)

    Rav Shmuel Besser e Rav Guershi Goldsztajn além de outros importantes líderes da comunidade judaica.

    O evento contou também com a participação dos brasileiros Rafael Zimerman, 30 anos, sobrevivente do ataque em Israel, e Maurício Wenick, 23 anos, soldado israelense que atuou durante a ofensiva.

    Um coral de adolescentes da Unibes emocionou os presentes ao interpretar uma canção com harmonia impecável.

     

    Manifestação violenta em São Paulo

    Na véspera, 6 de outubro, durante uma homenagem ao Major da reserva da IDF Rafael Rozenszajn na Câmara Municipal de São Paulo, promovida pela vereadora Cris Monteiro, cinco pessoas infiltradas pró-Palestina interromperam o discurso do Major, levantando-se para gritar e tentar erguer bandeiras da Palestina.

    O ato gerou pânico entre os presentes da comunidade judaica.

    Homenagem ao major da reserva das Forças de Defesa de Israel, Rafael Rozenszajn, na Câmara Municipal de São Paulo.

    (Foto: Silas Anastácio)

    No local também estavam católicos e evangélicos em homenagem ao Major.

    A ação rápida da polícia e dos seguranças conteve a manifestação violenta, que colocou em risco judeus, católicos e evangélicos e repercutiu nos jornais de todo o país.

     

    Mensagens Marcantes

    Maurício Wenick (sobrevivente):

    “Quero deixar registrado que a nossa vontade de viver seja maior que a nossa dor.

    Que possamos honrar as vítimas e rezar por um futuro melhor.

    Que esse dia seja um marco para toda a comunidade judaica, em Israel e no mundo.

    Espero que, ao longo dos anos, se torne um marco positivo, porque é isso que as vítimas desejariam: que tivéssemos um futuro melhor.”

    Célia Parnes (Presidente da Fisesp):

    “A mensagem é para as novas gerações, nesse memorial, nesse espaço, com a presença das escolas, e um alerta para toda a sociedade — não apenas para a comunidade judaica, mas para toda a sociedade brasileira — sobre o risco da discriminação, do crescente antissemitismo, do radicalismo e do extremismo, e o impacto que isso tem causado no mundo.”

    Gili Vilian (Cônsul de Israel em São Paulo):

    “7 de outubro para nós ainda é uma ferida aberta.

    Nunca cicatrizou.

    Não somos mais os mesmos — nem como povo judeu, nem como povo israelense.

    Ainda temos pessoas que lutam por nós todos os dias, deixando famílias para trás para nos manter vivos.

    Muitos seguem feridos, física e mentalmente, lutando por suas vidas.

    Mas o que queremos é que o mundo saiba a verdade: que Israel e o povo judeu buscam o amor e acreditam que a vida é o bem mais precioso.

    Queremos apenas que a verdade seja conhecida e que as mentiras não sejam acreditadas.”

    Rabino Guershi Goldsztajn:

    “Hoje é um dia que devemos sempre lembrar e jamais esquecer.

    Assim como o Holocausto, infelizmente vivemos um novo episódio trágico: o 7 de outubro.

    Recordamos nossos heróis e refletimos: se o Holocausto foi o preço que pagamos por não termos ainda a nossa terra de Israel, talvez o 7 de outubro tenha sido o preço que pagamos por já a termos conquistado.

    Nossa história nunca foi fácil.

    Quanto mais tentam nos atingir, mais nos erguemos.

    Precisamos sempre lembrar, homenagear e seguir em frente, porque a nossa história ninguém jamais conseguirá apagar.”

     

    Silas Anastácio (@silasas15) é uma figura de destaque no fomento das relações entre o Brasil e Israel.

    Autor, articulador, palestrante e estrategista institucional, trabalha para fortalecer o diálogo entre líderes, defender a liberdade religiosa e combater o antissemitismo.

    Suas iniciativas interligam as esferas cultural, diplomática e social, reforçando a cooperação entre comunidades e instituições.

    * O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

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    Fonte: Guiame