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Após rejeitar doutrina LGBT, Igreja Metodista conservadora cresce 54% em 2 anos

  • 16-09-2026 05:29

  • Após rejeitar doutrina LGBT, Igreja Metodista conservadora cresce 54% em 2 anos

    A Igreja Metodista Global cresceu 54% nos últimos dois anos, segundo dados apresentados na Conferência Geral de 2026 da denominação em Joanesburgo, na África do Sul.

    O evento, realizado de 30 de agosto a 5 de setembro, reuniu bispos, delegados e líderes de 50 confederações de vários países.

    Mais de 1.100 participantes estiveram presentes.

    Um levantamento mostrou o rápido crescimento da Igreja Metodista Global, após sua fundação em 2022 quando se separou da Igreja Metodista Unida (UMC) devido sua doutrina pró-LGBT e teologia liberal.

    O número de congregações e órgãos regionais da denominação conservadora aumentou, expandindo sua presença na África, América e Ásia.

    Em 2024, a Metodista Global contava com cerca de 4.700 congregações.

    Hoje, são 7.250 igrejas, representando um crescimento de 54%.

    Em relação ao número de confederações, em 2024 havia 34.

    Agora, há 50 estruturas regionais.


    Conferência Geral de 2026 na África do Sul.

    (Foto: Facebook/The Global Methodist Church).

    Durante a conferência na África do Sul, os delegados votaram em mais de 451 petições, aprovaram os Artigos de Fé, consagraram bispos em tempo integral e assinaram uma parceria com a Igreja Metodista Coreana.

    Segundo o The Christian Post, o centro do metodismo conservador mudou para o Sul Global, onde a denominação apresenta as maiores taxas de crescimento.

    Declínio da Metodista Unida

    Desde 2019, mais de 1,5 milhão de membros deixaram a Igreja Metodista Unida em todo o mundo devido à sua doutrina LGBT, segundo dados do Conselho Geral de Finanças e Administração da denominação e análises independentes.

    Mais de 7.600 congregações deixaram a UMC entre 2022 e 2023, cerca de um quarto de todas as suas igrejas nos Estados Unidos.

    Em 2024, a Igreja Metodista Unida nos EUA removeu o adultério, o sexo antes do casamento e a homossexualidade como pecados a serem evitados por líderes e pastores.

    Por décadas, a UMC debateu se deveria mudar sua posição oficial, conforme descrito no Livro da Disciplina, que rotula a homossexualidade como pecado, proíbe a ordenação de homossexuais não celibatários e proíbe a bênção de casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

    Esses esforços para reformar o Livro de Disciplina foram constantemente apresentados na Conferência Geral, a reunião legislativa de toda a igreja que normalmente ocorre a cada quatro anos.

    Todas as tentativas de mudar a posição da UMC na Conferência Geral falharam, em grande parte por causa dos delegados da África e de outros lugares no exterior que tendem a ser mais conservadores.

    Em fevereiro de 2019, em uma sessão especial da Conferência Geral realizada especificamente para tratar do assunto, os delegados votaram para reafirmar a posição tradicional.

    Mesmo assim, os Metodistas Unidos progressistas continuaram a fazer campanha contra a posição oficial da denominação, desafiando totalmente as regras ao ordenar clérigos abertamente homossexuais ou oficializando casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

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    Fonte: Guiame