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A mulher que amava demais: Dependência emocional não é amor cristão

  • 31-12-1969 21:00

  • A mulher que amava demais: Dependência emocional não é amor cristão

    Há mulheres que interpretam sofrimento como devoção.

    Acreditam que quanto mais suportam, mais “provam” amor.

    Isso não é fé — é distorção emocional mascarada de espiritualidade.

    A interpretação equivocada de textos bíblicos leva muitas mulheres a normalizarem negligência, abuso emocional e relações unilateralmente sacrificiais.

    Clinicamente, isso não é amor.

    É dependência emocional, um padrão de fusão psíquica que mina identidade, autonomia e dignidade.

    Na Teopsicoterapia, é fundamental separar sacrifício cristão (ato de amor maduro) de autodestruição psíquica (ato de autopunição emocional).

    1.

    A Perspectiva Teológica: O Mandamento que Equilibra Amor e Identidade

    O Evangelho não autoriza autoaniquilação:

    “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Marcos 12:31)

    O texto não diz “em vez de ti mesmo”.

    A base teológica do amor cristão é reciprocidade e autorrespeito.

    Quando a mulher se anula para manter o outro, ela deixa de amar de modo cristão e passa a funcionar em fusão patológica.

    O Complexo de Messias: Muitas tentam salvar o parceiro de vícios, irresponsabilidades ou caos emocional.

    Essa postura, vista como “amor sacrificial”, é na verdade usurpação de um papel que não é seu.

    Jesus salvou.

    Você não salva ninguém.

    O Evangelho não exige que você se destrua para sustentar o desequilíbrio de outro adulto.

    2.

    O Diagnóstico Psicanalítico: A Estrutura Codependente

     

    A pergunta clínica é simples: Por que permanecer num vínculo que machuca?

    Porque a dependência emocional organiza a vida em torno da ilusão de indispensabilidade.

    O Mecanismo: A mulher que ama demais costuma escolher parceiros emocionalmente frágeis, caóticos ou indiferentes.

    Ela se sente “necessária” — e isso mascara suas próprias feridas narcísicas.

    Função Psíquica: Enquanto ela cuida das crises do outro, ela evita olhar para:

    - seu vazio, 

    - sua carência,

    - sua solidão,

    - suas próprias partes fraturadas.

    O drama dele funciona como analgésico para a dor dela.

    Ganho secundário: Sentir-se “a única que aguenta” cria a sensação ilusória de valor — ao mesmo tempo em que destrói sua autoestima real.

    É uma forma sofisticada de autoabandono.

    3.

    A Prática Teopsicoterapêutica: O “Não” que Restaura

    A cura da co-dependência passa obrigatoriamente pelo limite.

    Limite não é frieza; é organização psíquica.

    Cristãos confundem limite com egoísmo, mas limite é o mecanismo de proteção da identidade emocional e espiritual.

    Ação Clínica Direta: 

    Pare de amortecer as quedas do outro.

    Permita que ele enfrente suas consequências.

    Ajudar não é carregar o que é responsabilidade dele.

    Reposicionamento Teopsicoterapêutico:

    O “não” a abusos, manipulações ou dependência unilateral é um “sim” à dignidade, ao autocuidado e ao cumprimento do mandamento de amar-se.

    Amar não é desaparecer.

    Amar é ter estrutura, e compartilhar essa estrutura com alguém que também esteja se responsabilizando pela sua.

    Você sente que está mendigando afeto?

    Se você dá tudo, recebe migalhas e teme desmoronar se ficar sozinha, isso não é amor.

    É vínculo de sobrevivência psíquica — e precisa ser tratado.

    A Teopsicoterapia trabalha para:

    - fortalecer o seu Eu,

    - reestruturar limites,

    - tratar a raiz da carência,

    - e restaurar sua capacidade de se relacionar por escolha, não por dependência.

    Agende sua sessão e comece a reconstruir sua identidade hoje mesmo. Estou a sua disposição, para atendimentos presenciais e On-Line, entre em contato comigo.

     

     

    Néia Leite (@pastoraneialeite) Psicanalista, Teoterapeuta e Pastora.

    Atendimento de mulheres.

    Pós-graduada Teopsicoterapia, MBA em Teoterapia.

    Autora dos livros "Vencendo o Mal com a Palavra de Deus" e "Sobre Elas".

    Trabalha profissionalmente no atendimento individual Teoterapêutico e grupos para mulheres.

    Atendimento presencial e On-Line.

    * O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

    Leia o artigo anterior: Inteligência emocional feminina: TPM, hormônios e espiritualidade

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    Fonte: Guiame